Com a suspensão da greve em todo o País, o INSS volta às atividades após a paralisação que durou mais de 50 dias e gerou prejuízos para quem precisava realizar a perícia como exigência para manter ou receber auxílios.

No Ceará, segundo dados do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), são mais de 35 mil pessoas que deixaram de realizar a perícia. De acordo com o Ministério do Ministério do Trabalho e Previdência, a fila de perícias médicas do INSS já ultrapassava, no início do mês de maio, mais de 1 milhão de agendamentos.

A Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP) afirmou que todas as 18 demandas da categoria foram acatadas pelo Governo Federal. Segundo representantes da entidade, “os peritos aceitaram receber o reajuste linear que o governo pretende conceder a todo o funcionalismo federal, mas, caso outra carreira de servidores receba um aumento maior do que o previsto, os médicos deverão, também, ser contemplados com os 19,99% de reajuste”, concluem.

A Associação Nacional dos Médicos Peritos destaca que, nas negociações, o acordo assinado com o ministro do Trabalho e Previdência, José Carlos Oliveira, garante, além do índice de reajuste salarial, a devolução integral e imediata dos valores descontados dos servidores que estavam em greve.

Ainda, segundo a categoria, “outra conquista, foi que o Ministério se comprometeu a garantir a realização de, no máximo, 12 atendimentos presenciais por dia para cada perito”, comemoram os servidores, ao retornar as suas atividades.